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Estromatólitos – Importantes Registros fósseis

Os estromatólitos são um dos registros mais antigos de vida no planeta e que ainda acontece nos dias atuais. Além disso, são estudados tanto pela geologia quanto pela paleontologia para entender processos de evolução da vida e do planeta.

O que são os estromatólitos?

Primeiramente, os estromatólitos são rochas sedimentares biogênicas, com idades variando desde do Pré-Cambriano (por volta de 3,5G. a) até dias atuais. Ademais, sua Formação se dá em ambientes marinhos com alta salinidade, lacustres (de lagos) e riachos calcários.

Em segundo lugar, este tipo de rocha possuí uma estrutura chamada estromatolítica, é formada por grãos tamanho argila, normalmente de composição carbonática, com estrutura interna formada por laminas irregulares de 3 a 5mm de espessura e com a presença de bioclastos – Bivalves, foraminíferos, gastrópodes – que vieram a depositar durante a formação do estromatólito.

Fósseis estromatólitos localizados no Canadá. FONTE: Evosite.usp

Origem

Os estromatólitos tem origem a partir da ação bacteriana nas águas, em especial por cianobactérias, que formam um “tapete microbiano” – originando o nome do grego stroma (camada, tapete, etc.) e lithos (rocha)- no substrato de águas rasas, quentes e limpas. Por conseguinte, as cianobactérias presentes são capazes de fazer fotossíntese e com isso liberar uma espécie de cola que consegue agregar as particular sedimentares em lâminas. Posteriormente, essas lâminas começam a ser sobrepostas por novas e assim sucessivamente até formar a estrutura do estromatólito.

Onde estão os atuais?

Até o médio ordoviciano, os estromatólitos eram muito presentes nas águas, com tudo, os cientistas acreditam que com aumento da diversidade no ambiente aquático apareceram novas espécies para competir espaço, como as esponjas e algas, além de predadores, com isso o número de novas formações começa a diminuir, mas até hoje existem algumas áreas com estromatólitos não litificados.

Os principais exemplos atuais estão em:

Figura representativa de estromatólitos. FONTE: geoalmasunibh.

É possível identificar um estromatólito em campo?

Antes de falar como identificar no registro fóssil é importante fazer duas pontuações:

Identificar estromatólitos não é uma tarefa fácil pois ele pode ser confundido, principalmente, com rochas carbonáticas, como os espeleotemas – estalactites, estalagmites, etc. -, que formam estruturas semelhantes, além disso por possuir granulometria muito pequena, sua diferenciação a olho nu não é possível, por fim a presença de fósseis não é definitiva, então identificar o mesmo em campo é praticamente impossível. Todavia, é possível se utilizar de algumas características, como a estrutura laminada atrelada a determinado ambiente, para fazer uma separação de possível candidato, com tudo trabalhos de laboratório se tornam necessários para determinação precisa. Lembrando que estamos falando de estromatólitos litificados, rochas.

No Brasil, atualmente, existem dois afloramentos principais, o de Nova campina e Itapeva – SP e o de Lagoa Salgada – RJ.

Estromatólitos. FONTE: Wikiwand

Importância geológica dos estromatólitos

Para a geologia, os estromatólitos, assim como outros agregados fósseis, funcionam como indicadores do tempo geológico, isto por que sua ocorrência no registro geológico marca tempos mais precisos, mesmo que ele esteja distribuído em um maior tempo, e assim é possível entender a época de formação das rochas abaixo e acima da camada fóssil.

Outra importância é entender os paleoambientes – ambientes antigos – que os estromatólitos formaram, e assim comparar com os atuais para que se possa entender a dinâmica do planeta e como os processos que aconteceram podem acontecer hoje em dia, uma vez que eles precisam de ambientes bem característicos.

Importância para a paleontologia

Para a paleontologia, os estromatólitos tem um significado a mais, por ser tratarem de um dos mais antigos registros da vida no planeta, eles são usados para tentar entender como a vida evoluiu dentre os bilhões de anos, uma vez que acreditam que eles começaram a mudar a atmosfera do planeta já que eram e são capazes de fazer a fotossíntese afim de tentar responder à pergunta “de onde viemos?”

 

Autor(a): Matheus de Castro Fiusa

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