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Produção Mineral: um gigante no PIB

 

Durante a história, a mineração se configurou como um aspecto importante no desenvolvimento e crescimento do Brasil. Hoje não é diferente, afinal, a produção mineral e o aproveitamento de recursos contribui com uma fatia significativa para a economia nacional. Em 2018, o setor mineral foi responsável por 16,8% do PIB industrial brasileiro. Sendo que um dos fatores que fortalece essa relevância da mineração para o PIB,  é o grande potencial geológico que o território brasileiro tem na disponibilidade desses recursos.

Neste texto vamos ver um pouco mais sobre alguns aspectos da produção mineral brasileira e o seu papel econômico.

História da mineração brasileira

No Brasil, os primeiros registros de mineração remontam ao século 16, logo após a colonização portuguesa. Entre os primeiros minérios extraídos no território brasileiro pode-se destacar o ouro, o diamante, a prata e o ferro. Nessa época, as quantidades retiradas eram relativamente pequenas, sendo encontradas na superfície do solo e extraídas por meios rudimentares. No entanto, as primeiras lavras mais sofisticadas foram as de ouro, que surgiram com a abertura da Mina da Passagem em Mariana, em 1819, e a Mina Velha em Nova Lima, em 1834, ambas em Minas Gerais.

Mineração antiga. Fonte: O Globo.

As necessidades de produtos de origem mineral eram, naquele tempo, muito pequenas. As argilas, areia e cascalho para construções constituíam a principal demanda. No entanto, à medida que a necessidade de novos recursos cresceu, novos métodos foram implantados e a busca por minérios resultou na descoberta de importantes jazidas minerais. Por fim, no século XX a mineração em larga escala se desenvolveu consideravelmente, principalmente entre as décadas de 1930 e 1980.

Por meio de uma política governamental baseada, principalmente, em incentivos financeiros do governo, o setor começou a se profissionalizar, criando a base de uma economia industrial. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), em 1950, a contribuição da mineração para o PIB do país era de 0,4%, já em 1980 correspondia a cerca de 1,0%.

Com a industrialização do setor mineral, consequentemente, grandes projetos de mineração tiveram início. Um aspecto que também contribuiu para essa alavancada no setor foram os avanços na compreensão do território brasileiro do ponto de vista geológico.

Geologia

O território brasileiro é formado basicamente por dois tipos de estruturas geológicas: os escudos cristalinos e bacias sedimentares.

As bacias sedimentares são constituídas de espessas camadas de rochas sedimentares, consequência da intensa deposição de sedimentos de origem marinha, glacial e continental nas partes mais baixas do relevo. Nesses terrenos, é possível encontrar petróleo e carvão mineral, além de minerais radioativos, como urânio e tório, xisto betuminoso, areia, cascalho e calcário. Mais de 60% do território brasileiro é constituído pelas bacias sedimentares.

Estrutura Geológica Brasileira. Fonte: Codemge.

A maior parte das estruturas é antiga, das Eras Paleozoica e Mesozoica. Os escudos cristalinos são responsáveis por, aproximadamente, 36% do território nacional. Essa formação ocorreu no período pré-cambriano e apresenta dois tipos de composição: terrenos arqueozoicos (32% do território) e proterozoicos (4% do território). No terrenos arqueozoicos, é possível encontrar rochas como o granito, gnaisses e grafita, sendo a que a formação é a mais antiga, apresentando pequena riqueza mineral. Já nos terrenos proterozoicos, há rochas metamórficas que formam jazidas minerais (ferro, níquel, chumbo, ouro, prata, diamantes e manganês), sendo assim, terrenos de grande importância econômica.

Vale ressaltar que o conhecimento atual da geologia e da metalogenia das províncias e distritos minerais nacionais ainda não é suficiente para orientar devidamente a prospecção mineral. Acredita-se que o Brasil possui grandes áreas com potencial mineral desconhecidas, cuja geologia não foi estudada com detalhes. Assim, no futuro, importantes depósitos minerais poderão ser encontrados à medida que o mapeamento geológico detalhado do território nacional progredir. A área de conhecimento da geologia que estuda os processos envolvidos na formação de um minério (ou gênese de depósitos minerais) é chamada de geologia econômica.

Principais minérios

Os minérios são agregados de minerais ricos em um determinado mineral ou elemento químico que é, economicamente e tecnologicamente, viável para a mineração. Ou seja, o elemento de interesse se apresenta numa concentração bem maior do que a normal na crosta terrestre. Os minerais dos quais são extraídos metais e outros produtos com vantagem econômica são chamados de minerais-minério. Os principais minérios extraídos no Brasil são:

Ferro

O ferro é o líder em termos de importância econômica devido ao seu papel preponderante na indústria, na produção de bens de consumo, estruturas e bens de produção. O Brasil produz aproximadamente 300 milhões de toneladas de ferro por ano. As reservas com maior destaque estão localizadas no Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, na Serra dos Carajás, no Pará, e no Maciço do Urucum, no Mato Grosso do Sul.

Manganês

O Brasil é, também, o terceiro maior produtor mundial de manganês, um mineral valioso, utilizado na fabricação do aço e de diversos produtos químicos.

A produção brasileira é de aproximadamente 1,9 milhão de toneladas, sendo os principais polos de produção a Serra dos Carajás, no Pará, o Maciço do Urucum, no Mato Grosso do Sul, e no Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais.

Cerca de 95% do manganês é aproveitado na indústria. Essa grande utilização faz deste minério estratégico, já que seus principais consumidores (EUA, França, Alemanha, e Japão) não possuem reservas.

Alumínio

O principal minério de alumínio é a Bauxita e o Brasil é o terceiro maior produtor do mundo desse mineral. O alumínio é utilizado na produção de estruturas, acabamentos e utensílios. A produção comercializada gira em torno de 36 milhões de toneladas, sendo a Serra do Oriximiná, no Pará, o principal foco da produção desse minério no país.

Nióbio

O nióbio é um metal bastante valioso na atualidade, pois é largamente utilizado na produção de equipamentos e produtos que utilizam tecnologia de ponta, portanto de alto valor agregado.

A produção de 140 mil toneladas anuais, com concentração nos estados de Minas Gerais e Goiás, faz do Brasil o maior produtor mundial desse metal. Entenda mais sobre a produção do Nióbio nesse texto.

Estanho

O Brasil possui aproximadamente 10% das reservas mundiais de estanho contido, sendo a terceira maior do mundo. É o quinto maior produtor mundial, com aproximadamente 17 mil toneladas (metal contido no concentrado) produzidas anualmente.

As reservas brasileiras estão localizadas em sua maior parte na região amazônica na província mineral do Mapuera (mina do Pitinga), no Amazonas e na província estanífera de Rondônia (minas de Bom Futuro, Santa Bárbara, Massangana e Cachoeirinha).

Ouro

O ouro é utilizado de forma generalizada em joalheria, na indústria e em eletrônica, bem como reserva de valor. A produção brasileira é registrada em jazidas e na forma de aluvião (encontrado nos rios).  Atende o mercado externo e interno.

Ouro. Fonte: Infoescola.

Em 2017 a produção brasileira foi de 79 toneladas de ouro. Os principais estados produtores são Minas Gerais, Pará, Goiás, Mato Grosso e Bahia.

Impacto da mineração na arrecadação

Atualmente, a produção mineral é um dos grandes responsáveis pelo saldo da balança comercial brasileira, atendendo assim, a uma diversificada e renovada demanda por matéria prima para a indústria, abastecendo países como a China e Estados Unidos.

A indústria da mineração, tanto na extração quanto na transformação de minérios, é responsável por gerar empregos e aquecer o mercado, além disso, tem todo o impacto causado no investimento em infraestrutura, incluindo portos, rodovias e ferrovias.

Em 2018, o setor mineral gerou um faturamento de US$ 34 bilhões com uma produção de mais de 2 bilhões de toneladas. A arrecadação da CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) ultrapassou os US$ 3 bilhões. Assim, os números mostram o que é possível observar na realidade: a mineração é de fato imprescindível para o desenvolvimento do Brasil.

Mas é importante lembrar que ela deve ser desenvolvida de maneira responsável, consciente e sustentável. Cada novo projeto de mineração precisa se atentar em diminuir os impactos negativos que poderão ser causados no meio ambiente e nas comunidades ali presentes. Assim, essa atividade histórica ainda tem muito a contribuir para o crescimento nacional.

Mais detalhes sobre a geologia, a exploração e o potencial mineral no Brasil podem ser encontrados no livro Recursos Minerais no Brasil: problemas e desafios.

Autor(a): Keila Luz

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